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28
Fev
2018
Por que investir em tecnologia e eficiência energética é um bom negócio em 2018

Por que investir em tecnologia e eficiência energética é um bom negócio em 2018

A ajuda caiu do céu. O aumento no volume de chuvas no início do ano ajudou a recuperar o nível dos reservatórios das principais hidrelétricas brasileiras. Com isso, o risco de cobranças adicionais na tarifa de energia ao longo do ano diminuiu. Assim, a expectativa é de que a bandeira tarifária vermelha seja substituída pela verde ainda no primeiro trimestre, retirando a taxa adicional que vinha sendo cobrada.

A melhora no nível dos reservatórios é uma ótima notícia para o setor industrial, especialmente para as pequenas e médias empresas, que respondem por 15% do consumo diário de energia no país. Essas indústrias, ao contrário das grandes empresas, não contam com contratos de fornecimento de longo prazo e estão mais vulneráveis a flutuações repentinas de tarifa. 

Apesar disso, as comercializadoras de energia estimam um aumento médio de 10% nas tarifas de energia em 2018. A alta esperada supera largamente a inflação registrada em 2017 (que deve ficar abaixo de 3%) e também muito acima do índice projetado pelo Banco Central para 2018, de 4%.

Herança de 2017
Isso acontece porque parte dos reajustes carrega a herança de anos anteriores, o que inclui a falta de chuvas de 2017. Segundo estimativa da Abrace, a associação dos grandes consumidores de energia, o nível das chuvas precisa ficar de 30% a 40% acima da média histórica nos primeiros meses do ano. Se isso não acontecer, a associação estima que os reajustes médios podem ficar mais perto de 20%.

O clima, portanto, será determinante ao longo do ano, para saber se haverá maior ou menor necessidade de acionar a geração por usinas térmicas a gás, o que elevaria ainda mais o custo da energia. Mas ele não é o único fator determinante.

Outro elemento a ser levado em conta é a demanda, em função do crescimento da economia. Em janeiro, o Boletim Focus, do Banco Central, que coleta as expectativas dos agentes de mercado, apontava uma projeção de crescimento de 2,7% para o PIB em 2018. Segundo os órgãos reguladores do setor elétrico, a capacidade de geração elétrica brasileira suportaria um ritmo de alta de até 3% na economia, sem risco de desabastecimento.
Hoje, o consumo total de energia no mercado brasileiro está próximo ao nível registrado em 2014. Se a demanda crescer com a retomada do desenvolvimento, isso certamente terá impacto na tarifa, já que o aumento da procura encarece a energia. 

Mais eficiência, menos consumo de energia
Neste cenário, o investimento em eficiência energética será mais do que bem-vindo. Projetos de automação, por exemplo, podem reduzir em até 80% o consumo de energia nas indústrias. Isso torna o negócio mais rentável e aumenta a sustentabilidade da empresa. A automação, além disso, faz parte do conjunto de tecnologias que aumentam a produtividade, reduzem os custos e dão mais agilidade às cadeias produtivas.

Portanto, chova ou faça sol em 2018, reduzir o consumo de energia e investir em modernização tecnológica continua a ser um grande negócio.

TOTVS 28/02/18

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