Notícias
05
Abr
2018
Goiás sobe no ranking da produção de energia solar

Goiás sobe no ranking da produção de energia solar

Goiás sobe no ranking da produção de energia solar

A energia solar fotovoltaica é uma tecnologia que a cada dia consegue mais adeptos. A expectativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) é atingir o marco recorde de 200 megawatts (MW) instalados ainda nos próximos meses.  O crescimento desta tecnologia é notório, já que em março de 2017, o setor atingiu 100 MW instalados.

Segundo Silvio Costa, sócio-diretor da BRS Energia, localizada em Goiânia (GO), este rápido crescimento se deve as vantagens oferecidas pela tecnologia como economia, proteção inflacionária e investimento. É uma aquisição que o usuário tem economia na conta de imediato. A expectativa de vida das placas é de 25 anos,  um longo período. E ao completar esta idade elas deverão gerar no mínimo 80% da eletricidade que geram após serem instaladas, explica. Além do mais, o custo de manutenção é muito baixo, basta lavar os módulos com água e sabão a cada seis meses ou sempre que for identificada uma expressiva camada de poeira e averiguar das instalações elétricas, assim como qualquer outro sistema elétrico de um imóvel.

Ao instalar as placas solares, o consumidor poderá pagar só a tarifa mínima e se livrar da inação da compra da energia das distribuidoras para o resto da vida, complementa.

O investimento no sistema ainda é um pouco elevado, mas vem reduzindo com o passar dos anos. A queda dos preços dos equipamentos fotovoltaicos no Brasil pode ser atribuída à redução de valor no mercado internacional, bem como à variação da cotação do dólar, ao aumento de investimentos no setor aumento da concorrência e à melhoria dos processos das empresas, cada vez mais eficientes. Para exemplificar, para gerar 120 kW por mês monofásico custa em média R$ 14 mil. Em geral, o retorno da compra é entre três a seis anos. A taxa de retorno é maior que a do Tesouro Nacional e da poupança, exemplifica Costa.

Além disso, a instalação de um sistema de energia solar fotovoltaico geralmente é rápida e descomplicada. As alocação das placas solares- também chamadas de módulos- e dos inversores requerem poucas ou nenhuma alteração na infraestrutura dos imóveis, orienta Silvio Costa.

O sistema também permite o monitoramento da geração de energia. Os inversores consentem acompanhar em tempo real o histórico da geração de eletricidade, com um aplicativo simples e didático, seja do smartphone ou computador. Desta forma, o consumidor pode saber quanta energia está produzindo, pontua como outro benefício. Sem contar com a valorização do imóvel que possui placas solares de energia fotovoltaica.

A geração de energia fotovoltaica com sistemas fotovoltaicos conectados à rede garante um futuro sustentável para as gerações futuras, pois produz baixo impacto ambiental já que seu combustível é a luz do sol. Também não emitem gases ou ruídos e geralmente aproveitam espaços antes subutilizados, como os telhados.

O sócio-diretor da BRS Energia ainda menciona que o uso da tecnologia permite que empresas, comércios e indústrias realizem o Marketing Verde, agregando valor à imagem da marca. Devido às políticas ambientais estamos cada vez mais exigentes ao consumir produtos e serviços. E ter energia solar fotovoltaica pode agregar valor à imagem, explica.

Os Estados e a geração

Goiás vem seguindo este crescimento. Mensalmente a Absolar acompanha a evolução do setor e desenvolve um ranking por estados de micro e minigeração distribuída solar fotovoltaica. Com o mapeamento destes dados do mercado brasileiro a Associação avalia a posição de cada estado, de acordo com o número de investimentos e a potência instalada em geração distribuída solar fotovoltaica, explica o Presidente Executivo da Absolar, Rodrigo Lopes Sauaia.

Em dez meses, Goiás saltou da 14ª posição no ranking para 8ª posição. Para a Absolar, esta rápida evolução é devido a políticas públicas de incentivo à tecnologia. O estado lançou em fevereiro de 2017 o programa Goiás Mais Solar, que foi uma ação conjunta do Governo do Estado de Goiás com a Absolar, um trabalho desenvolvido em mais de um ano de organização – envolvendo as empresas e os profissionais do setor que atuam localmente.

Com a publicação deste marco estadual, o setor começou a ganhar mais força, o mercado ganhou mais crescimento e acelerou o desenvolvimento.  Um exemplo é o número de empresas que atuam no setor. No início do ano passado eram entre 30 a 35 empresas atuando em Goiás. Depois do programa são mais de 100 empresas atuando com energia solar fotovoltaica no estado. Ou seja, mais que triplicou o número de empresas atuando no setor. Também tivemos uma multiplicação do número de investimentos e, com isso, o estado subiu da 14ª para a 8ª, já em dezembro de 2017, salienta Sauaia. Uma destas empresas no solo goiano é a BRS Energia. A companhia é pioneira e instalou em 2013 o primeiro sistema solar fotovoltaico em Goiás.

Em uma avaliação no final de 2017, o Governo de Goiás juntamente com a Associação verificou alguns gargalos. Ainda existe um espaço importante para a participação de empresas, comércio, empresas prestadoras de serviço, indústrias e do agronegócio na energia solar fotovoltaica no Estado de Goiás. Ainda existem espaço para o setor avançar bastante, acreditamos que é fundamental que o Governo possa, a exemplo da boa iniciativa de Minas Gerais, onde já existe uma isenção de ICMS para energia solar fotovoltaica que não é para apenas até 1  MW, mas para até 5 MW, explica. Neste encontro também foi alinhada outras questões, como a isenção para diferentes modalidades de computação de energia, a ausência na cobrança do uso da rede, etc. Estes ajustes também podem ser incorporados pelos goianos, indica.

Mesmo com todos estes incentivos, a Absolar acredita que a energia solar em Goiás e no Brasil ainda tem muito a crescer e evoluir. O mercado é muito jovem, iniciativas tomadas como as do Estado de Goiás – que teve uma aceitação e envolvimento rápido e positivo por parte dos consumidores – permitiu um impacto bastante sensível e bom no posicionamento do Estado, conclui Rodrigo.

Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia

Jornal da Bioenergia

Comente essa publicação